Você consome junk food todo dia e não sabe


mulher trabalhando e comendo guloseimas
Junk food mental

Ao ouvir “fast food”, logo vem à mente algo não nutritivo e que deve ser evitado. Esta educação funciona mesmo. No geral conseguimos evitar. Porém, há outro consumo tão nocivo quanto, sem qualquer campanha de alerta, e que não vem em forma de alimento, mas de informação.


A tecnologia trouxe a globalização, mas também está criando uma geração de parasitas. Pessoas de conteúdo raso em vários assuntos. Vítimas. Seja de interações que buscam apenas se entreter no curtíssimo prazo, ou de fake News publicadas por desavisados que postam qualquer coisa para se manter na mídia.


Na verdade, todos estamos sujeitos. E como acha que fica a saúde mental após anos deste consumo constante? Vindo de redes sociais, grupos de Whatsapp e muitos outros, todos disponíveis em telas que brilham.


Temos uma capacidade quase infinita para aprender coisas. O problema é o tempo que isto requer. É como se enchêssemos uma piscina olímpica com uma mangueira de jardim. Portanto, pensar na qualidade da água é fundamental para ter um lugar adequado ao mergulho no futuro. Seja na piscina ou em seus pensamentos.


Considerando isso, o autor renomado em produtividade, Chris Bailey, descreve em seu livro “Hyperfocus” como podemos ficar mais atentos e direcionar a atenção em meio a enxurrada diária de estímulos.


Para começar, precisamos entender que toda informação tem dois aspectos: UTILIDADE e ENTRETENIMENTO. Infelizmente não podemos ter ambos na grande maioria.



Neste cenário, separamos em quatro grupos diferentes de informação: útil, equilibrado, divertido e trash.




Informação útil é aquela que agrega em seus objetivos de longo prazo. Normalmente trata-se de conhecimento denso, exigindo tempo para processar. Bons livros ou formações se encaixam nesta categoria.


Seria ótimo se pudéssemos focar apenas neste tipo, no entanto, processá-la exige grande energia mental. Isto justifica a facilidade em se distrair quando lemos algo complexo.


Para balancear, precisamos de informação equilibrada. É tudo aquilo que agrega, não exatamente para seus objetivos, mas traz uma dose de entretenimento. Podcasts, seriados, documentários, quotes de autoajuda, TED talks, enfim, há diversas opções nesta categoria.


O entretenimento ajuda a recuperar nossa energia mental, sendo bem útil quando utilizamos em situações de cansaço. Porém, como nosso instinto busca sempre o bem-estar fácil, estaremos naturalmente atraídos por informações de tipo divertido, ou pior ainda: trash.


Neste caso, como qualquer junk food, é delicioso apenas no momento, mas não agrega. São as informações menos densas e que normalmente consumimos de forma passiva, em estado de piloto automático. Memes de redes sociais, vídeos cômicos, postagens de fofoca, enfim, todos se encaixam neste grupo.


Podem render algumas risadas, comentários rasteiros e até breves recordações. Ajudam apenas na recuperação da energia mental. Porém, no longo prazo, não acrescentam qualquer conhecimento.


Como regra geral, devemos consumir cada categoria de forma específica:




  • Informação útil: consumir o máximo possível, principalmente quando temos bastante energia mental (pela manhã, por exemplo);


  • · Informação equilibrada: consumir quando nossa energia mental estiver baixa, tipicamente no final do dia ou em intervalos;


  • · Informação divertida: consumir com intenção, ou quando se precisa recuperar energia mental, reservando assim momentos específicos do dia;


  • · Informação trash: consumir o mínimo possível.


Entender que somos fruto do que consumimos é o primeiro passo para uma vida saudável. Agora que você entende não se tratar apenas de alimentos, um conselho é avaliar como anda seu consumo habitual. Classifique nestas categorias e siga as orientações. O benefício não será instantâneo, mas permanente. Fica a dica!

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